Danos colaterais e a imensa muralha do término

O ano de 2021 começou estranho como era de se esperar. As estações do ano trocadas, chuvas fortes arrastam bens materiais e vidas como se tivessem o mesmo valor. Danos colaterais, afirma a mídia, sem nenhuma credibilidade, um dos focos de corrupção que atuam como sustentáculo para as forças obscuras sobrenaturais que adquiriram o caráter e a honestidade dos mais altos mandatários, que venderam tudo a preço de banana e defendem uma mudança brusca de valores pessoais e coletivos, uma aceitação tácita às novas regras que apagam religiões do mapa, transformam gêneros humanos e os multiplicam, e apoiam a eliminação de bebês como forma de contenção da humanidade.

Todas as outras ordens são igualmente pensadas para a produção de um novo tipo de humanidade, controlado física e humanidade, dispostos a aceitar como natural as novas imposições e apoiar o chamado “novo normal”. Os jovens são um livro ainda mal escrito, facilmente transformados e convencidos, guiados para o caminho sem retorno planejado para eles sem contestar, acreditando, pela total falta de experiência anterior que algo melhor já houve, e os pais foram incapazes de repassar o conhecimento para eles. Agora estão morrendo por isso; adultos inúteis para a nova ordem universal, que tem sido projetada lentamente, como um carro com arranque de balsa, mal percebida pela população em geral, mas agora acontece velozmente, e interfere com indiferença na vida dos distraídos, dos acomodados, das vítimas em geral, a maioria a ser sacrificada para a solidificação de novos dogmas que irão reger as gerações com as mentes mais putrefatas de todos os tempos, ignóbeis seres incapazes de se importar sequer com eles mesmos, onde o egoísmo é parte do DNA, mas não tem tanta força para mudar o destino desses seres toscos que serão as novas gerações de escravos, alimento para o ódio e diversão dos poderosos ainda mais irracionais e cruéis.

Um ano iniciando, com destruição e hipocrisia, depois com a destruição dos hipócritas por uma casta ainda mais tacanha, que mata por indiferença, desmotivados e sem rumo, sem nenhuma autoestima e nenhuma qualidade visível ou oculta.

Agora, ladeira abaixo, um carrinho de rolimã sem freio descendo a ladeira sem asfalto, cheia de pedregulhos, chegando ao destino em frangalhos. Nem por isso se importam, são apenas danos colaterais necessários, pois o aumento de população desmedido passou a requerer mais do que medidas ditatoriais.

Morte simples, lavagem cerebral, abandono das leis de convivência em troca de uma nova vida mais obscena, mais indiferente, onde o final é aterrorizante e ninguém se importa.

É o ano em que nada importa, e tudo foi reciclado, todos foram reciclados perdendo o contato com a própria essência. Um novo mundo em que os que ficam são programados para durar menos, por isso leis não se aplicam. Tudo o que for bizarro e inaceitável será imposto goela abaixo.

Esse é o ano em que não haverá retorno. Todos seguirão em alta velocidade até se chocarem com a imensa muralha do término.

                    Marcelo Gomes Melo